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Medicina foi um dos maiores alvos da USP durante a ditadura

Faculdade teve prisões, expulsões, inquéritos militares, aposentadorias compulsórias e demissões sumárias

relatório final da Comissão da Verdade da USP, entregue recentemente à Reitoria, conclui que o período da ditadura militar (1964-1985) foi marcado por graves violações de direitos humanos dentro da Universidade. A Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), na capital paulista, foi um dos alvos das perseguições, com prisões, expulsões, inquéritos policiais, aposentadorias compulsórias e demissões sumárias.

Em entrevista à Rádio USP, o professor Erney Felicio Plessmann de Camargo, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e Professor Emérito da FMUSP, deu seu depoimento sobre esse período.

O professor Erney Plessmann de Camargo – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Ele conta que, na época, havia um grupo de professores, em sua maioria jovens, que buscava reformar o ensino e a produção científica na faculdade, trazendo um caráter experimental e fugindo da tradição erudita que a unidade possuía, o que criava conflitos. “Nós estávamos nos tornando incômodos ao exigir uma reformulação completa do processo de pesquisa e de tratamento experimental do conhecimento médico, e não o transmitido por livros”, relata o professor.

Após o golpe militar, por meio de uma carta anônima, vários professores foram alvos de denúncias baseadas em inverdades e foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM). O médico foi acusado de mentir em seu currículo e de aliciar alunos para o Partido Comunista. A partir do inquérito, vários professores foram demitidos da faculdade e alguns foram embora do País – caso do professor Plessmann, que viajou aos Estados Unidos com a família às pressas.

Com o fim da ditadura, o professor foi um dos primeiros a retornar à USP. Ele lembra que vários médicos não voltaram ao Brasil ou até mudaram de carreira. Como forma de se redimir, a Faculdade de Medicina deu a todos os professores que haviam sido demitidos durante a ditadura o título de Emérito.

Os volumes do relatório final da Comissão da Verdade podem ser acessados no site oficial do programa.

O programa Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

fonte: http://jornal.usp.br/universidade/medicina-foi-um-dos-maiores-alvos-da-usp-durante-a-ditadura/

Vamos aprender sobre eletrodo

Qualquer dos terminais de uma fonte de energia elétrica. Essa fonte pode ser, por exemplo, uma solução eletrolítica, como no caso dos acumuladores elétricos para automóveis (bateria), devidamente carregados. O eletrodo do qual partem os elétrons se chama cátodo, e é indicado pelo sinal (-) que significa negativo; o eletrodo que recebe os elétrons se chama anodo, e e indicado pelo sinal (+), que significa positivo. Na pilha comum, também chamada pilha seca, lanterna elétrica portátil, existe uma pequena barra de carvão, que é o ânodo: o invólucro exterior, de zinco, é o catodo. Quando se fecha o circuito, eletrodo a corrente elétrica flui através da lâmpada, indo do polo negativo para o polo positivo. Em regra, cada pilha fornece 1,5 volt. Requerem-se pois, 4 pilhas para fazer funcionar um rádio transmissor de 6 volts. Nos acumuladores de automóveis os eletrodos são placas de chumbo. Usa-se o óxido de chumbo para anodo e aplica-se chumbo esponjoso ao catodo. Esses acumuladores armazenam energia química, fornecem energia elétrica, enquanto não se descarregam completamente.

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