Uma ordem judicial tentava reverter as novas regras que tornam o financiamento mais difícil de ser conquistado.

Agora não tem mais jeito... A liminar que tentava derrubar as novas regras para inscrição e aditamento do Fies foi derrubada, por isso as insituições que reajustaram o valor da mensalidade para 6,4% mais cara, poderão ser excluídas do sistema de financiamento. Outras novidades vão preocupar o estudante que quiser participar do programa, afinal apenas quem teve nota mínima de 450 pontos no Enem (que ocorreu em novembro de 2014), poderão recorrer ao contrato. A decisão de permanecer com as novas regras do Fies foi do Desembargador Federal Cândido Ribeiro.

Além disso, apenas 8 - em vez de 12 - parcelas do valor anual serão pagas pelo governo. E a "novidade" não agrada nem os alunos, muito menos as universidades. Porém, com as novas medidas, o governo brasileiro vai economizar. Apenas cortando o número de parcelas pagas pelo financiamento, o Brasil poupará R$ 4,2 bilhões dos cofres públicos. Foi destacado também que 1% de aumento no valor da mensalidade, corresponde à um prejuízo de R$ 150 milhões.

O Ministro da Casa Civíl, Aloisio Mercadante, acredita que desta forma universidades não conseguirão mais se apoiar no Fies para aumentar o valor da mensalidade como desejarem: "Algumas instituições fazem pressão para que se mantenha o padrão anterior de financiamento. Qual é o problema com o padrão anterior? É que elas tinham total liberdade para aumentar o preço das mensalidades, e nós verificamos que estava tendo um abuso por parte de algumas mantenedoras, e que o estudante não sente. Por quê? Porque ele vai pagar isso ao longo de dez, 12 anos. Então ele não sente que o aumento da matrícula vai pesar no bolso dele lá na frente."defendeu Mercadante.

O Ministro ainda afirma que agora os estudantes terão que se destacar para conquistar o financiamento. Da mesma forma como funciona o Prouni, que teve resultado em fevereiro de 2015: "os melhores alunos terão prioridade no financiamento".