Cresce o acesso das pessoas com deficiência no ensino superior

O Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com deficiência

Quase seis anos depois da lei que instituiu as cotas nas universidades e institutos federais do país para estudantes de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas, um novo grupo será contemplado. Segundo a nova lei, as pessoas com deficiência também devem ser inseridas no universo de vagas destinadas as cotas.

De acordo com o Ministério da Educação, as novas regras já irão valer para o próximo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no segundo semestre. Anteriormente, a regulamentação já permitia que as universidades federais instituíssem reservas de vagas para pessoas com deficiência, mas isso era opcional.

O Brasil tem mais de 45,6 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um avanço, a preocupação das universidades em incluir esses alunos. E a cada ano, as instituições de ensino procuram remover os obstáculos que podem desestimular, dificultar ou até mesmo impedir os portadores de necessidades especiais a seguir com os estudos.

Para garantir o acesso, condições de permanência e integração dos alunos com deficiência à vida acadêmica, instituições privadas, como a Unijorge, parceira do Educa Mais Brasil, instituíram Núcleos de Acessibilidade. O objetivo é garantir um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para todos os alunos.

Embora tenha nascido com deficiência visual, o estudante Marcelo Cavalcante, 21 anos, nunca enxergou a sua deficiência como barreira. Além de estar cursando a faculdade de jornalismo na Unijorge, ainda possui um canal no Youtube, intitulado de “Futebol, paixão cega”. “Sofri um pouco de dificuldade na época do colégio. Sentia como se a escola nunca estivesse preparada para me receber. Todos os anos, parecia a minha primeira vez lá”, recorda.

Marcelo fez o vestibular como qualquer outro estudante, mas precisou do auxílio de uma pessoa para leitura da prova. A redação foi feita em um computador adaptado. “Quando fui fazer o vestibular fiquei impressionado com a estrutura que a faculdade oferecia. Tem piso tátil, rampas, elevadores, computadores adaptados e profissionais bem preparados. E nunca fui vítima de preconceito dentro da instituição, pelo contrário, sempre me senti muito acolhido”.

Marcelo é apenas mais um exemplo do que vem ocorrendo em todo Brasil, nos últimos anos. Cada vez mais pessoas com deficiência estão chegando ao Ensino Superior. Prova disso são os dados do último censo divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Entre 2001 e 2006, o número de alunos com deficiência matriculados nas universidades de todo o país dobrou, subindo de 5.540 para 13.270.

O crescimento de matrícula também foi maior nas instituições privadas. De acordo com os dados do MEC, em 2006, as matrículas chegaram a 6.410 nas instituições privadas, contra 2.380 nas públicas.

Melhorar a acessibilidade nas faculdades, tanto no que se refere à estrutura física quanto à humana, será um estímulo para que mais pessoas com deficiência busquem uma graduação. Assim como a Unijorge, o Educa Mais Brasil, possui outras instituições parceiras que são adaptadas para acolher portadores de necessidades especiais. Entre no site do Educa Mais e confira uma instituição mais perto de você.

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